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Segundo Tempo: Brazilian Week NYC: Os insights que estão movendo as conversas sobre capital, IA e crescimento
01 julho 2026 | Blog
Segundo Tempo: Brazilian Week NYC: Os insights que estão movendo as conversas sobre capital, IA e crescimento
No dia 23 de junho, a Datasite reuniu executivos, investidores e líderes de tecnologia em São Paulo para o Segundo Tempo: Brazilian Week NYC, um encontro criado para dar continuidade às discussões iniciadas durante a Brazilian Week, em Nova York, em maio de 2026.
Após uma semana marcada por debates sobre mercado de capitais, tecnologia, inteligência artificial e perspectivas para crescimento empresarial, o evento trouxe para o Brasil uma conversa aprofundada sobre os desafios e oportunidades que estão moldando o ambiente de negócios.
A programação contou com uma apresentação de PH Zabisky, CEO da MZ, seguida por um painel mediado por Antonio Emiliano, Diretor da Datasite, com a participação de Rodrigo Tremante, CFO da Skyone, e André Tavares, CFO da Starian.
Narrativas fortes continuam criando valor
Em sua apresentação, PH Zabisky destacou como empresas de alta performance conseguem construir valor por meio de uma visão clara de futuro e de uma narrativa estratégica consistente.
Usando exemplos como Tesla e SpaceX, PH mostrou que grandes empresas não são definidas apenas pelos produtos que vendem, mas pela forma como comunicam sua ambição, seu posicionamento e sua capacidade de transformar mercados.
A provocação foi direta: investidores não analisam apenas os resultados atuais de uma companhia, mas também sua capacidade de sustentar uma tese de crescimento convincente ao longo do tempo.
Da visão estratégica à execução prática
A partir dessa provocação, o encontro avançou para uma discussão sobre como a construção de valor se materializa na rotina das empresas. Mediado por Antonio Emiliano, da Datasite, o painel reuniu Rodrigo Tremante, CFO da Skyone, e André Tavares, CFO da Starian, para aprofundar o papel da liderança financeira na conexão entre estratégia, crescimento e execução.
Na conversa, os executivos abordaram temas centrais para empresas em expansão, como decisões de investimento, gestão de capital, preparação para transações e uso de inteligência artificial.
Crescimento por si só já não é suficiente
Rodrigo Tremante destacou que a discussão atual não é apenas sobre crescer, mas sobre a qualidade desse crescimento.
Receitas recorrentes, margens saudáveis, geração de caixa e disciplina na execução tornaram-se fatores centrais na avaliação de empresas por investidores e potenciais parceiros estratégicos.
O mercado continua valorizando crescimento, mas passou a exigir mais clareza sobre como esse crescimento é financiado, sustentado e convertido em valor real.
O mercado ainda procura casos concretos de IA
Um dos temas mais presentes durante a Brazilian Week NYC também apareceu no painel em São Paulo: a inteligência artificial.
Segundo André Tavares, investidores ainda buscam exemplos claros de empresas que conseguiram transformar IA em vantagem competitiva mensurável.
A percepção é que muitas organizações ainda estão na fase de experimentação, enquanto o mercado procura evidências concretas de ganhos de eficiência, redução de custos ou geração de novas receitas.
Alocação de capital é uma competência estratégica
Os painelistas reforçaram que o papel do CFO evoluiu.
Mais do que controlar orçamento e caixa, a liderança financeira precisa decidir onde investir, onde não investir e como direcionar recursos para iniciativas capazes de gerar valor no longo prazo.
Nesse contexto, experimentação, mensuração e governança aparecem como pilares fundamentais. Testar em pequena escala, medir resultados e escalar apenas o que funciona tornam-se práticas essenciais para empresas que querem crescer com disciplina.
Empresas devem estar prontas para uma diligência todos os dias
Governança, transparência, indicadores consistentes, documentação organizada e uma tese clara de crescimento não são apenas requisitos para uma transação futura. São elementos que fortalecem o negócio diariamente.
Como destacado durante o painel, empresas bem preparadas tendem a atrair melhores oportunidades quando investidores ou potenciais compradores aparecem.
A recomendação prática foi clara: toda empresa deveria ter sempre pronto o material que explicaria para um potencial investidor onde está hoje, para onde quer ir, como pretende chegar lá e como utilizaria o capital captado.
O que fica para o mercado
O Segundo Tempo: Brazilian Week NYC reforçou uma mensagem recorrente nas discussões globais sobre capital e crescimento: em um mercado cada vez mais competitivo, as empresas que se destacam são aquelas que conseguem combinar visão estratégica, disciplina de execução e capacidade de adaptação tecnológica.
Enquanto inteligência artificial, inovação e novas formas de acesso ao capital continuam transformando os negócios, preparação e clareza estratégica seguem sendo diferenciais decisivos para quem busca crescimento sustentável e criação de valor.
Na Datasite, acreditamos que as melhores transações começam muito antes da diligência. Elas começam com preparação, estratégia e conversas de qualidade entre os líderes que estão moldando o futuro dos negócios.
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