June 07, 2022

Market Spotlight: O boom das fintechs da América Latina

A América Latina pode não vir à mente como centro de capital de risco óbvio. Mas a volátil história política e econômica, que muitas vezes desencorajou os investidores, tem um lado positivo. O potencial é vasto, a inovação é abundante e crescente na medida que o capital chega à região.

Os números do banco de dados de startups Crunchbase mostram que quase US$ 20 bilhões fluíram para a América Latina em 2021, tornando-a a região de crescimento mais rápido para financiamento de capital de risco. Esse valor foi mais de três vezes maior do que o equivalente em 2020, com a maior parte do capital indo para start-ups em estágio avançado.

O Sling Hub (outra plataforma de dados focada em startups da América Latina) descreveu o ritmo de desenvolvimento como “surpreendente”. Em 2017, havia apenas duas empresas unicórnios (start-ups de capital fechado com valor superior a US$ 1 bilhão) na América Latina. Mais nove surgiram em 2018, seguidos por seis em 2019, quatro em 2020, apesar da pandemia, e um recorde de 18 em 2021.

Dessas empresas, oito são fintech, um segmento do mercado que teve um grande crescimento com a ascensão da digitalização. Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento publicado em abril revela que a América Latina abrigava 2.482 fintechs no final de 2021, respondendo por mais de um quinto do total mundial. O setor atraiu 39% de todo o capital de risco investido na região no ano passado.

É improvável que o ritmo de desenvolvimento diminua. A capitalização de mercado das empresas de tecnologia como parcela do PIB na América Latina é de cerca de 4%, em comparação com cerca de 14% no mercado emergente da Índia e perto de 40% nos EUA. Governos de toda a América Latina estão apoiando iniciativas digitais e abrindo caminho para empreendedores e empresas estrangeiras se expandirem por lá.

Os investidores continuam confiantes em meio a avaliações crescentes e ao aumento nos investimentos em empresas em estágio final no ano passado – o que significa que mais capital provavelmente fluirá para empresas em estágio inicial. Este é um bom momento para ser um inovador na América Latina.

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